BIOGRAFIA




Olga Amaro respeita as fórmulas estabelecidas, mas não gosta de as seguir à risca. Inova nos projetos que cria ou em que participa, apaixona-se por palcos imprevistos, tem saudades de Cape Town e ouve Jazz para relaxar. Com presença regular como solista e músico de câmara, Olga Amaro realizou concertos de norte a sul do país bem como em diversas cidades na África do Sul, Moçambique, Roménia e Espanha. Em outubro de 2013, lança em conjunto com a soprano Marina Pacheco o disco Canções de Lemúria.

Não esquece a primeira aula em 1997 com Helena Sá e Costa em que tocou Bach e tem até hoje gravadas as palavras da mestre, o entusiasmo e carinho com que foi recebida. Três anos depois, de 2000 a 2003, estudava na Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo (ESMAE) no Porto na classe do professor Constantin Sandu.

Em 2004 estava já na África do Sul na Universidade de Stellenbosh, onde teve como mentora a pianista Nina Schumann que ainda hoje é para Olga Amaro uma referência. Na universidade respirava-se música em qualquer canto, a qualquer hora havia um público para quem tocar, dentro ou fora de portas. Essas circunstâncias fizeram com que Olga Amaro crescesse profissionalmente a um ritmo acelerado e exigiam que estivesse sempre preparada para um concerto de última hora. Tão rapidamente ocorria o progresso que, de 2004 a 2008, foi professora-assistente do Departamento de Piano da Universidade de Stellenbosch.

Em 2005, termina cum laude o BMus Honours Degree in Piano Performance e em 2008 finaliza cum laude o Masters Degree in Piano Performance também na Universidade de Stellenbosh.

A pianista recorda com nostalgia os seus primeiros passos na música. Natural de Âncora, concelho de Caminha, Olga Amaro inicia os estudos musicais na Academia de Música Fernandes Fão, Vila Praia de Âncora, em 1994, com Eugénia Moura. A professora foi a sua grande motivação e inspiração.

Olga Amaro considera-se uma pianista com um amor incondicional pela música porque através dela sente que alcança o que de melhor há nas pessoas. “Music can name the unnameable and communicate the unknowable”, Leonard Bernstein.

Prémios
No seu percurso de pianista, há ainda o registo de alguns prémios:
• Prémio de Melhor Pianista do 5º Concurso de Canto Lírico da Fundação Rotária Portuguesa (2011, Porto)
• Vencedora do Stellenbosch National Ensemble Competition e da Mabel Quick Competition (2006, África do Sul)
• Vencedora da Categoria de Ensemble do ATKV-Muziq Competition (2005, África do Sul)
• 3º Prémio e Prémio de Interpretação Ivo Cruz do Concurso Nacional Maria Campina (2001, Faro)
• 1º Prémio do Concurso Nacional Florinda Santos (1996, S. João da Madeira)
• 2º Prémio do Concurso Regional do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian (1996 e 1998, Braga)